Casa Cidades

Tecnologia traz benefícios ao pequeno produtor sem agredir meio ambiente

O uso de biodigestores para produção de gás de cozinha e geração de energia elétrica se estende em pequenas propriedades na região mineira de Cabeceira Grande. Segundo o pioneiro José Lopes da Silva, conhecido Zé da Viola, em pouco mais de um ano um grupo de produtores já domina esta tecnologia batizada de Primobio (primeiro biodigestor sertanejo selado construído no Brasil). Selado porquê tem um selo d´água que evita vazamento ou perda de gás metano.

2019-03_ADCSPCG_Biodigestor01

A tecnologia social inovadora está se espalhando – quatro biodigestores já estão prontos. O primeiro, construído em forma de mutirão, em maio de 2017, resulta da parceria entre o Centro de Estudos e Assessoria e a prefeitura de Cabeceira Grande (MG). O primeiro protótipo custou em torno de R$ 8 mil e foi montado durante um curso de 48 horas ministrado por técnicos do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Hoje o custo estimado é de R$ 6 mil.

"Daí resultou a tecnologia do primeiro biodigestor sertanejo selado construído no Brasil (BSS), no distrito de Palmital", conta Zé da Viola. Ele explica que foram feitas adaptações a fim de atender à necessidade local. 20 pessoas participaram do curso, mas apenas dois seguiram difundindo a técnica. Outra parceria fundamental ocorreu com o Laboratório Educacional de Tecnologia Social e Energias Renováreis (LETS) e o Centro de Educação Popular e Formação Social (CEFPS-PB).

Author image
Brasília, Distrito Federal, Brasil Website
Educador e Comunicador