Casa Cidades

Atuação em rede e articulada: O desafio do Programa CASA Cidades

Por Claudia Gibeli – Fundo Socioambiental CASA

Quando o Programa CASA Cidades foi concebido, nós do Fundo Socioambiental CASA sabíamos que o maior desafio seria a atuação dos grupos de forma integrada e até mesmo em rede. A dimensão do território brasileiro, a diversidade e complexidade das realidades locais, se apresentavam como os principais obstáculos para esta atuação.

Contudo, considerando que os grupos atuariam em nível de região metropolitana, imaginamos que se houvesse uma pessoa/organização responsável por ajudar nessa articulação e formação de uma rede local, o trabalho seria mais fácil. E assim foi. Além dos projetos (em média 15) selecionados em cada região, selecionamos também uma Organização Articuladora Local.

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A “fórmula” deu certo e os grupos vêm trabalhando em seus projetos, integrados entre si, em suas respectivas regiões metropolitanas. Passado um ano do início da execução dos projetos, a próxima etapa seria a integração entre as regiões e, ai sim, a dimensão continental do Brasil seria um grande desafio. Então mais uma ferramenta/modalidade de apoio foi pensada pela Equipe Técnica do Fundo CASA. Elaboramos uma convocatória de projetos, que contemplasse a participação de mais de uma organização em diferentes regiões ao mesmo tempo e na mesma proposta. Mais um desafio para as organizações integrantes do CASA Cidades.

Das propostas recebidas, foram selecionadas 3 que contemplam as seguintes regiões metropolitanas: São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, ou seja metade das 10 regiões do Programa CASA Cidades. Os temas contemplados foram: mobilidade, agricultura urbana/agroecologia/permacultura e economia solidária.

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As propostas selecionadas foram as seguintes:

– Canteiros Coletivos (Salvador), A Cidade Precisa de Você (SP) e Horta Inteligente (RJ): Discutir e trabalhar com transformação de espaços públicos como ferramenta de consciência cidadã;

– Movimento La Frida (Salvador), Pedala Queimados (RJ) e Preta vem de Bike (SP): Estratégias de inclusão das periferias e comunidades negras na mobilidade;

– Rede Industrial de Confecção Solidária (POA), Rede Pequi (BSB) e Quilombo do Sopapo (POA): Economia solidária e autogestão.

Todas as propostas pretendem ainda a construção de capacidades, troca de experiências/conhecimento técnico e de processo de execução dentro do Programa CASA Cidades, fortalecimento do trabalho em rede, estratégias de captação de recursos para a sustentabilidade do projeto e organizações ao termino do Programa Cidades.

A articulação e trabalho em rede é a essência do programa CASA Cidades e nosso objetivo é que estas redes e articulações cresçam e se fortaleçam, contribuindo assim para a construção de cidades mais democráticas, inclusivas e sustentáveis.